Absenteísmo docente

Salas de aula vazias: Como o gestor escolar pode driblar o absenteísmo docente?

Já ouviu falar nesse termo? Absenteísmo docente? A expressão absenteísmo docente frequentemente é utilizada para representar a ausência dos professores ao trabalho.

O absenteísmo docente se tornou uma situação problemática e rotineira nas escolas brasileiras. Discutir esse tema é de extrema importância devido à consequências negativas no contexto escolar. A ausência do professor prejudica o desempenho dos alunos, gera uma ruptura no processo de ensino e aprendizagem, e transtorno na organização da rotina escolar na educação básica.

Pesquisas realizadas nos últimos anos confirma que o professor brasileiro requer cuidado, e rápido. A cidade de São Paulo sofre com mais de 6 mil faltas de professores por dia nas escolas municipais, ou seja, o professor da escola pública chega a se ausentar por 30 dias no ano. Em uma visão mais macro, 30% dos alunos no país sofrem com a falta de educadores, e isso consequentemente afeta a aprendizagem. Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) aponta que 71% dos 762 profissionais de educação da rede pública ficaram afastados da sala de aula após episódios que desencadearam problemas psicológicos e psiquiátricos nos últimos cinco anos.

A equipe pedagógica da Extraclass foi à campo para levantar mais dados, ouvir gestores escolares, conversar com professores e estudar na prática o que a ausência do educador gera na vida escolar do alunos para então propor soluções viáveis e rápidas. Percebemos então que nas grandes redes de ensino privado 51% dos educadores pediram demissões em 2018 e alegam 20% de ausências diárias em suas escolas.

O professor brasileiro está doente e possui medo ao lecionar. Por quê?

Ansiedade, estresse, dores de cabeça e insônia estão entre os principais problemas que afetam educadores e afastam das tarefas profissionais. Ouvimos muitas queixas de esgotamento físico e mental causado por uma rotina cada vez mais desgastante decorrentes do exercício profissional.

Além disso alegam uma pressão interna e externa muito grande, hoje há exigência maior e não basta saber só a disciplina que ensina. O próprio mercado educacional exige dos profissionais habilidades que as licenciaturas não trabalham e o que observamos é um abismo muito grande entre o educador que a graduação forma e a realidade das salas de aula. Será que esse profissional está preparado para o futuro da educação? Antes de pensar no futuro é necessário cuidar do presente.

Outro grande problema da Educação no Brasil é a existência de professores desmotivados e a presença de muitos medos em exercer a profissão. A Extraclass, em 2019, realizou uma pesquisa para compreender quais eram os desafios no início da profissão e se persistem durante o desenvolvimento da carreira educacional.

Ao perguntar quais eram os medos e receios no início da carreira ouvimos muito o medo de não conquistar a turma, receio de não envolver os alunos, não saber lidar com conflitos em sala de aula, não saber preparar uma aula interessante e tinham medo de não conseguir emprego nas escolas cada vez mais inovadoras e tecnológicas.

Ainda de acordo com esses educadores, eles sofrem com baixa autoestima, reclamam das condições de trabalho, alegam violência psicológica cometida pelos gestores e pais de alunos, e comentam da formação incompleta para gerenciar aulas no século XXI repleto de tecnologias. Citam o despreparo para lecionar a alunos ‘reais’ da geração Z, a dificuldade em trabalhar com prazos e afirmam sofrer pressão para conquistar índices e cobranças por melhores desempenhos.

Durante essa pesquisa foi observado também que quanto maior o tempo de serviço e a estabilidade funcional do professor, maior o número de faltas. Contudo, há uma exceção: quando esses profissionais se sentem motivados e engajados com o trabalho, as faltas são reduzidas.

E como os gestores escolares podem amenizar esse problema?

O ambiente escolar precisa gerar um vínculo de pertencimento com o professor, ele precisa sentir que faz parte daquela comunidade escolar e perceber que tem um papel muito importante, tanto para a equipe de trabalho quanto para o aluno.

Realizar um trabalho mais humanizado e próximo ao professor é a melhor forma de cuidar do profissional. Por que não realizar periodicamente reuniões individuais afim de dar atenção e aproximar da vida pessoal do funcionário? Compreender suas metas e ajuda-los a realizar seus sonhos é uma forma de conquistar a confiança e gerar bem-estar no ambiente de trabalho.

É necessário também reorganizar as atividades diárias, planejamentos de aula e a própria carreira para combater o alto índice de absenteísmo. Políticas públicas educacionais devem ser formuladas a partir do mapeamento real dos dados sobre o adoecimento docente da própria escola, de forma bem personalizada, para que sejam elaboradas estratégias para melhorar a qualidade de vida dos professores.

Já para engajá-lo, o gestor precisa apostar na formação continuada. O sentimento de que a empresa está investindo na pessoa e que ela acredita em seu potencial é fundamental para qualquer profissional.

Através da formação continuada e estudo de casos reais geramos auto confiança, desenvolvemos competências sócioemocionais nos educadores, observamos melhoria na qualidade dos conteúdos ministrados, ocorre a introdução da tecnologia à favor da aprendizagem, dessa forma se tornam profissionais mais produtivos e atentos aos avanços de suas áreas, conseguem trabalhar com educação significativa, ou seja, conteúdo mais adequado à realidade dos alunos e consequentemente terão alunos mais engajados e com melhor desenvolvimento escolar.

A empatia e o carinho geram confiança, e um professor feliz dá a melhor aula do mundo!

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